Eurícledes Formiga

 

José Eurícledes Ferreira, mais conhecido como Eurícledes Formiga, nasceu em São João do Rio do Peixe – PB, a 19 de junho de 1924 e desencarnou a 9 de maio de 1983, em São Paulo.

Foi jornalista e também exerceu cargos na Justiça Federal de São Paulo, mas consagrou-se mesmo como poeta repentista e declamador.

Deixou várias obras, entre as quais “As rosas estão abertas” (1968) que mereceu elogios do poeta Cleómenes Campos.

Quanto à sua mediunidade, embora ela se apresentasse dinâmica, aflorada, ele relutou muito em aceitá-la. Quando voltava a si dos transes mediúnicos, não acreditava nos relatos da esposa e tinha a impressão de que apenas adormecera.

Sua peregrinação em busca de explicações para os fenômenos de que ele próprio era intermediário, começou em 1958, quando procurou a Federação Espírita do Estado de São Paulo; prosseguiu na década de 60, freqüentando esporadicamente a Comunhão Espírita Cristã de Brasília; incluiu uma entrevista com Divaldo Pereira Franco que lhe deu notícias de Frei Martinho, seu guia espiritual; e finalmente terminou numa visita a Francisco Cândido Xavier. A hora havia chegado.

Em 1973 foi encaminhado para o C. E “Perseverança”, em São Paulo, onde, sob a orientação da Sra. Guiomar Albanese, a dirigente do centro, começou a trabalhar com sua mediunidade, tendo recebido vários livros.

Um desses livros, “Motoqueiros no Além”, reúne comunicações de jovens que desencarnaram em acidentes com suas motos. Bezerra de Menezes, que prefaciou a obra, através de Chico Xavier, diz que o livro oferece demonstrações da sobrevivência da alma, consolo aos pais, familiares e amigos e ainda é uma advertência sobre prudência e respeito no uso das motos.

Formiga desencarnou em maio de 83 e, nesse mesmo ano, em agosto, enviou, através de Chico Xavier, uma longa carta à sua esposa, que se encontra transcrita no Anuário Espírita 84.

Mais recentemente, vem se servindo da mediunidade de Carlos A. Baccelli, para cooperar na divulgação do Espiritismo.

Do livro “Dor e Luz” são as quadras seguintes:

Sobre o Espiritismo:

O Espiritismo não deve

Perder a simplicidade,

Sob pena de perder

O endereço da verdade.

 

Sobre Obsessão:

Em nossa casa mental

Por mais se mantenha alerta,

Obsessor só penetra

Quando encontra a porta aberta.

 

Sobre Mediunidade:

Médium que muito duvida,

Não raro, busca pretexto

Para, da ação que lhe cabe,

Fugir ao próprio contexto.

 

Sobre o espírita:

Se, realmente, desejas

Ser espírita – cristão,

Companheiro, não te esqueças

Da própria transformação

 

É também de Formiga, através do Baccelli, a letra da conhecida “Canção da Água Fluidificada”, dedicada ao companheiro Sérgio Santos que a musicou.

Formiga – poeta e médium – nesta e na outra vida.

 

Bibliografia

Anuário Espírita 84 – texto de Eduardo Carvalho Monteiro

Formiga, Eurícledes – “Motoqueiros no Além” – espíritos diversos

Baccelli, Carlos A.- “Dor e Luz” – espírito de Eurícledes Formiga